O nascimento da Ester!
Hoje é quarta-feira, dia 10 de setembro de 2025. Nossa pequena Ester nasceu no último domingo, dia 07, depois de um parto rápido e emocionante. Deus preparou uma equipe maravilhosa, um dia simbólico e um ambiente acolhedor para que tivéssemos as melhores memórias ao receber nossa caçulinha da vez. Memórias doces, que, mesmo ainda tão recente, a despeito das dores físicas dilacerantes, trazem saudade. Uma pequena amostra do que é o todo da maternidade: dores doces, dores que deixam saudade.
Nesses últimos dias, uma das grandes alegrias que tive foi poder presenciar mais um encontro entre os irmãos. Lembro nitidamente do primeiro encontro da Sarinha com sua primeira irmã mais nova, Elisa. Que memória doce!! Ela olhava e falava maravilhada: ela tem unhas! Quase surpresa em notar que uma boneca tinha unhas de verdade! Mal sabia ela que a boneca se tornaria sua melhor amiga e companheira de aventuras em tão pouco tempo! Três anos e meio depois, veio então o encontro delas com o irmãozinho mais novo, o Davi. Dessa vez, não foi na casa dos meus pais, como da primeira vez. Foi no hospital, já em São Paulo. Os olhinhos encantados delas derretiam nossos corações! Um amor forte como a própria vida.
Dessa vez, meu coração transbordou ainda mais - e já sei que parece não haver limites para a dilatação de uma alma humana. Penso que a cada novo bebê que chega em nossa família, meu coração facilmente se dilatará mais e mais, numa elasticidade que poderia dar muitas voltas no mundo inteiro. As meninas estavam cheias de amor em seus olhinhos, mas o Davi... Ah... Ele estava claramente nervoso, ansioso para tocar aquele ser desconhecido e mágico, com pele de pétala de flor, pêlo de ursinho na cabeça e boca de moranguinho. Ele queria sentir, tocar a boca, tocar o nariz, tocar o cabelo. Ninguém ousasse tirar dele a posse desse ser que, ele sabia, era dele também.
Chegar em casa depois dos dias de internação me trouxe uma sensação de, finalmente, estar no meu lugar mágico. Estamos plantando um lar, cultivando um jardim cheio de vida, de cor, de movimento! Noutro tempo, eu estaria mergulhada em medos, dores e angústias, certa de ser pequena demais para enfrentar mais um puerpério com todas as suas tempestades.
Dessa vez, tudo parece tão diferente! As tempestades do pós-parto não me apavoram mais. Pelo contrário, eu já sei enfrentar esse tipo de tormenta, ainda que cada nova tempestade tenha seus próprios ventos. Não me apego mais à minha experiência ou habilidade de dominar o barco. Tenho aprendido a confiar no Mestre, a Quem os ventos e o mar servilmente obedecem.
Eu cheguei em casa sem querer ter o controle de tudo. Eu cheguei em casa com dores, cansada das madrugadas em claro, mas com um sorriso aliviado no rosto. O Senhor fez todas essas coisas! Eu sou bem-aventurada! Ele está comigo!
Esses dias de adaptação não precisam ser milimetricamente organizados. Está tudo bem que os horários fiquem um pouco bagunçados, e que meus pais estejam também um tanto quanto perdidos com a nova rotina, e que as crianças estejam um tanto quanto resistentes a dormir. Está tudo bem!
Uma oração pela manhã é sempre necessária: Dá-me a tua bênção e a tua alegria! Dá-me a certeza de ter a Tua mão controlando o nosso barquinho no mar revolto! E tudo ficará bem! Não teremos falta de nada. Dá-nos a graça de amar a Ti nesses dias, e de amarmos uns aos outros, com mansidão, gestos de bondade, sorrisos e beijinhos. Dá-nos ver a Tua doce presença nesses dias! Em nome do Filho, que é o puro Amor, amém!
Roupas na máquina, louças na máquina, comidas no fogo em maior quantidade... E descanso. Beijinhos, carinhos, doces palavras. O Senhor está aqui. E eu creio que a Sua bondade e misericórdia, certamente, me seguirão, ao longo de todo este puerpério, e por toda a minha vida!
Por agora, essas são as minhas palavras... Sabendo que ainda muitos sentimentos e palavras colorirão esses dias. E quero poder registrar aqui a doçura deste momento, sempre que possível.
🩷
Comentários
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário!